E a Festa da Acerola e do Produtor Rural da APROTERRA está chegando!
domingo, 29 de março de 2015
Alerta da OMS sobre glifosato piora perspectiva para a Monsanto
Empresa segue enfrentando críticas de consumidores e agricultores
A Monsanto enfrenta uma série de desafios nos últimos anos, que incluem críticas de consumidores quanto a alimentos modificados geneticamente e o corte de gastos por parte dos agricultores. O mais novo problema da companhia foi a indicação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que o glifosato, herbicida comercializado sob o nome Roundup pela empresa, tem o potencial de causar câncer em humanos.
Esta é a mais forte crítica ao produto, que era tido como uma forma segura de proteger lavouras de milho e pasto. A Monsanto rebateu as críticas e deu início a uma ampla campanha para responder a OMS, mobilizando acadêmicos e grupos agropecuários para colocar em dúvida as descobertas da entidade, divulgadas na semana passada. As safras recorde de 2013 e 2014 nos Estados Unidos foram outro problema para os negócios da Monsanto, já que levaram os preços da soja e do milho aos menores patamares em anos.
Analistas afirmam que a queda dos preços dos grãos ainda é o maior desafio para a companhia. Os futuros de milho caíram 47% nos últimos dois anos, enquanto a cotação da soja recuou 33%. Com isso, muitos agricultores passaram a optar por sementes mais baratas e diferentes insumos. As flutuações do câmbio também tornaram os produtos da Monsanto mais caros para agricultores em outros países importantes para a empresa, como o Brasil.
Além disso, várias companhias do setor de biotecnologia vêm gastando grandes valores para combater as tentativas de impor que os alimentos que levem transgênicos tenham rótulos diferenciados. Outro fator negativo para o setor é o desenvolvimento de plantas e insetos resistentes ao glifosato e a proteínas produzidas por culturas transgênicas.
Para Mark Connelly, analista da corretora CLSA, a classificação da OMS "é muito importante, pois é a primeira vez que uma agência relativamente confiável divulgou estudo sobre o glifosato". As ações da Monsanto caíram 2,9% na semana passada.
Criação gera renda com a venda da carne ou de animais vivos, atividades que podem potencializar o lucro do negócio quando praticadas juntas
POR JOÃO MATHIAS | CONSULTOR FABIO MORAIS HOSKEN
Matéria originalmente publicada na edição de março de 2015 de GLOBO RURAL
Como a de seus pares capivara e paca, a carne de cutia (Dasyprocta agouti) não é mais vista como uma iguaria rara. Após o fim dos anos 1990, período em que as carnes exóticas passaram a frequentar o cardápio de, especialmente, restaurantes finos e churrascarias de grandes centros urbanos, a proteína tornou-se mais conhecida entre os brasileiros.
Além de oferecer um alimento nutritivo para o consumidor, a cutia é, para o criador, mais uma opção de empreendimento de custo baixo e boa rentabilidade. Rústico, esse mamífero não exige manutenção cara para seu manejo. Produtos baratos são os principais componentes da dieta do animal, que também vive bem em acomodações simples, sem necessidade de realizar grandes investimentos e de demandar muita mão de obra.
Como a cutia tem o hábito de comer vegetais, a alimentação da criação pode ser cultivada no próprio local. A oferta de frutas variadas, grãos, como milho, e hortaliças diversas dispensa o uso de ração comercial, item que geralmente pesa na planilha de custos de atividades como criações de animais.
Para instalar um criadouro para cutias, não é preciso uma estrutura sofisticada nem muito espaço. Inclusive, pode-se fazer uso de áreas ociosas existentes no local. Uma opção que reduz o investimento inicial é o aproveitamento de ambiente que já serviu para lidar com outras criações, como pocilgas ou aviários.
Ao lado do baixo custo que representa para o pequeno investidor, a criação oferece bons rendimentos, tanto com a venda da carne branca e saborosa para o mercado quanto de exemplares vivos para outros criadores. O sistema de engorda de cutias e de desenvolvimento de matrizes são duas atividades que podem ser praticadas ao mesmo tempo, potencializando o lucro do produtor.
De fácil adaptação à rotina de um confinamento, a criação de cutia ainda contribui para a preservação da própria espécie. Na natureza, onde exerce importante papel ecológico, dispersando sementes, o animal fica à mercê da prática de caça ilegal e da redução de seu hábitat, devido ao desmatamento e ao crescimento urbano sobre matas e florestas pelo território nacional.
A cutia tem hábito diurno e vive em áreas do Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica, sobretudo em regiões do sudeste, nordeste e norte do país. De médio porte, mede de 40 a 60 centímetros de comprimento, de 15 a 20 centímetros de altura e pesa cerca de 2 a 4 quilos. Como é um animal silvestre, a cutia, para ser criada em cativeiro, mesmo que o produtor não pretenda tornar a atividade uma prática comercial, precisa ter autorização do órgão estadual que controla a gestão da fauna local.
Raio X Criação mínima: 1 macho e 3 fêmeas Custo: o preço de cada cutia é de cerca de R$ 800 e das instalações de 3 baias R$ 3 mil Retorno: 28 meses Reprodução: de 2 a 4 filhotes por ano
Mãos à obra >>>Início Recomenda-se a participação de um profissional especializado para a elaboração e execução do projeto, o qual precisa contar com documentação protocolada no órgão gestor da fauna do Estado. Com as instalações prontas e vistoriadas, forme o plantel inicial por meio da aquisição de exemplares de criadores idôneos.
>>>Ambiente Como é um animal rústico, nativo de bosques e matas, a cutia resiste tanto a temperaturas mais frias quanto mais quentes. Os lugares mais calmos, que assegurem a tranquilidade da criação, são os mais indicados para a atividade. É importante também que seja sombreado.
>>>Instalações Para comportar até cinco fêmeas e um macho, são necessárias três baias, ou boxes, com 3 x 4 metros de área cada e cobertura total ou parcial. Cerque-as com tela tipo alambrado, do teto até a base, feita de muretas de alvenaria de 40 centímetros. O piso deve ser cimentado, para facilitar a limpeza e impedir que as cutias fujam escavando o chão de terra. Disponibilize um tanque de pequenas dimensões – 1 metro quadrado e 25 centímetros de profundidade – para as cutias se banharem e beberem água.
>>>CAIXA-NINHO Em cada baia instale a toca, que pode ser feita de madeira ou alvenaria. As medidas da caixa-ninho são de 1,10 metro de comprimento por 70 centímetros de largura. A fêmea gosta de forrar o ninho com palha seca, material que ajuda a manter a caixa sem umidade.
>>>Cuidados As doenças mais comuns entre as cutias são verminose e pneumonia. Ambas podem ser evitadas preventivamente, seguindo um programa de aplicação de doses de vermífugos na criação e evitando o excesso de umidade nas baias.
>>>Alimentação Por ser um animal herbívoro, a cutia alimenta-se apenas de hortaliças, como abóbora, tubérculos, como mandioca, grãos (milho e soja), cana-de-açúcar, sementes, coquinhos de palmeiras, castanhas e frutas, como banana, maçã, laranja, mamão, acerola e abacaxi. Como complemento opcional da dieta, pode ser oferecida a mesma ração que é dada aos coelhos. Roedora, a cutia gosta de roer troncos de goiabeira.
>>>Reprodução Pode acontecer, a partir dos 10 meses de idade, período em que o mamífero atinge a maturidade sexual. Após 104 dias de gestação, nascem, em média, duas crias em cada um dos dois partos que podem ocorrer em qualquer época do ano. Aos três meses de idade, o filhote é desmamado e transferido para outra baia, iniciando a recria. Aos 12 meses, pesando de 3 a 4 quilos aproximadamente, o animal está pronto para o abate. Se for vender como matriz, após seis meses, a cutia já pode ser comercializada para outros criadores.
Indústria considera aceitável aumento de taxas do Moderfrota
Juros no segundo semestre, porém, são temidos por fabricantes de máquinas
POR CASSIANO RIBEIRO
As fabricantes de máquinas e implementos agrícolas acreditam que será pequeno o impacto nas vendas do setor após o aumento nas taxas de financiamento do Moderfrota, confirmado ontem pelo Ministério da Fazenda. Para as empresas com receita operacional ou renda de grupo econômico inferior a R$ 90 milhões, os juros subiram de 4,5% para 7,5% ao ano. Já quem tem renda superior a R$ 90 milhões, terá de pagar 9% ao ano, taxa que é três pontos porcentuais acima da anterior para este grupo.
Representantes da indústria consideram o ajuste aceitável, embora ainda demonstrem preocupação com o futuro do setor em 2015. “Sem dúvida o aumento terá um impacto, mas como os juros para os clientes de pequeno e médio porte ficaram em 7,5% e possibilidade de financiar 90% do valor da compra, a taxa ainda é bastante vantajosa e está dentro da realidade, considerando a inflação atual”, avalia Bernhard Kiep, da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas Implementos Agrícolas (Abimaq). O executivo, que também é vice-presidente de marketing do grupo AGCO, considera mais perigoso o cenário que se desenha para o segundo semestre, após a divulgação dos montantes de recursos do Plano Safra 2015/2016 e as condições de financiamento. “Imagine se o produtor se endividar por seis ou sete anos com taxas elevadas e depois a inflação e os juros caírem, como promete o governo e o Banco Central”, indaga Kiep. Ele não descarta redução na demanda pelos produtos, mas acredita que em alguns segmentos as vendas podem se manter, como é o caso da pecuária, que vive um bom momento. A aposta da AGCO está em tratores de baixa e média potência para esta área. Já na agricultura, a perspectiva é mesmo de queda.
Atualmente, indústria trabalha com uma retração de 10% a 15% no comércio de maquinários no Brasil. Em 2015, o setor amargou o pior primeiro bimestre do ano das últimas sete safras, conforme dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Isso depois de fechar 2014 com vendas 17,4% abaixo de 2013. Por meio da assessoria de imprensa, o presidente da entidade, Luiz Moan Yabiku Junior, disse que “as novas condições do Moderfrota estão em linha com a política de ajuste fiscal. Ao considerar a tomada desta decisão pelo governo, a Anfavea enaltece a rapidez com que as medidas operacionais foram editadas, bem como a liberação da verba complementar de R$ 1,8 bilhão, o que evita uma paralisação das atividades."
Moderinfra Apesar de o governo ainda não ter mexido nas taxas do programa de incentivo à irrigação e armazenagem (Moderinfra), as empresas que têm seus negócios impactados por essa linha de financiamento dão como certo o aumento dos juros. “Com certeza sofreremos ajustes também. Mas se as taxas forem iguais aos do Moderfrota, com 7% para quem fatura até R$ 90 milhões, ainda serão as mais baratas do mercado. Teremos retração da demanda e o setor vai parar de ser movido por taxas negativas”, diz João Rebeque, presidente da Valley, empresa que lidera o mercado de pivôs usados para irrigar lavouras. Hoje, as taxas do Moderinfra estão em 4,5%.
Estamos reativando o blog da APROTERRA - Associação dos Produtores Rurais de Terra Alta, com o objetivo de mantermos um canal de comunicação com os associados e comunidade em geral. Além do blog manteremos uma página no facebook com o mesmo objetivo. Esperamos contar com a colaboração de todos os interessados na área rural, para juntos trocarmos experiências e informações relevantes para o setor. Começamos apresentando a nova diretoria da APROTERRA empossada no dia 15/02/2015, em evento realizado em sua sede social, na cidade de Terra Alta - Pará. Abaixo temos algumas fotos da nova mesa diretora.
NOVA DIRETORIA
DISCURSO DA PRESIDENTE ELEITA
AUTORIDADES PRESENTES
AUTORIDADES
FOTO OFICIAL DO EVENTO
DEPUTADO ESTADUAL JÚNIOR HAGE
ERNENDES RAIOL PRESIDENTE DA OCP/PA
PREFEITO GILVANDRO NASCIMENTO
SENADOR PAULO ROCHA
DISCURSO DO SENADOR PAULO ROCHA
DISCURSO DO SENADOR
CAVALGADA EM HOMENAGEM AO ANIVERSÁRIO DA APROTERRA
ENTREGA DE CERTIFICADOS DE CURSO DO SENAR
ENTREGA DE CERTIFICADOS DE CURSO DO SENAR
DEP. ESTADUAL JÚNIOR HAGE E PRESIDENTE DA APROTERRA
DEP. ESTADUAL JÚNIOR HAGE E SENADOR PAULO ROCHA
DEP. JÚNIOR HAGE, PRESIDENTE DA APROTERRA E SENADOR PAULO ROCHA
PRESIDENTE E VICE-DIRETOR COMERCIAL DA APROTERRA
PRESIDENTE, VICE-PRESIDENTE DA APROTERRA, DEP. JÚNIOR HAGE E SENADOR PAULO ROCHA
PRESIDENTE, DIRETOR COMERCIAL E ESPOSA
ENTREGA DE UM VEÍCULO DO PROJETO DE AVICULTURA FAMILIAR
Pecuária brasileira reduz área e dobra produção em 36 anos
Pastagens no país foram reduzidas de 165 milhões de hectares em 1975 para cerca de 152 milhões de hectares em 2011
por Globo Rural On-line
Segundo o levantamento, em 1975 a área de pastagens naturais e plantadas era de 165,6 milhões de hectares. Em 2011 esse valor caiu para aproximadamente 152 milhões (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)
As áreas de pastagens brasileiras diminuíram 8% entre 1975 e 2011, período em que o efetivo de bovinos dobrou, passando de 102,5 milhões para 204 milhões de cabeças. As informações são da Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a partir da análise de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o levantamento, em 1975 a área de pastagens naturais e plantadas era de 165,6 milhões de hectares. Em 2011 esse valor caiu para aproximadamente 152 milhões, segundo estimativa do Mapa.
O resultado auxiliou no aumento da produtividade agropecuária brasileira entre 2001 e 2009 de 4,04% – uma das mais altas do mundo junto com a China, de acordo com o coordenador de Planejamento Estratégico do Mapa, José Garcia Gasques. “Como a atividade pecuária tem um peso expressivo no produto bruto da agricultura o aumento da produção de carnes afeta os níveis de produtividade”.
Entre os fatores que explicam o crescimento produtivo nacional nos últimos anos estão os investimentos em rodovias, pesquisas, telecomunicações, irrigação e energia elétrica. Além destes, o aumento do crédito agrícola disponibilizado pelo governo e das exportações agropecuárias.
MDS repassa R$ 1,8 mi para agricultura familiar em quatro municípios do Pará
10/01/2013 10:55
Ministério firma contratos de transferência de recursos para administrações municipais implantarem unidades de apoio à distribuição de alimentos
Brasília, 10 – Para apoiar os agricultores familiares, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) firmou quatro contratos de repasses para a implantação de Unidades de Apoio à Distribuição de Alimentos da Agricultura Familiar no Pará. As cidades de Abaetetuba, Palestina do Pará, Santarém e São João do Araguaia receberão, no total, R$ 1,8 milhão.
As prefeituras também investem um valor, como contrapartida, na construção do equipamento. O agente operador do contrato é a Caixa Econômica Federal, que repassará os recursos aos municípios, conforme o cumprimento de metas estipuladas no contrato.
Segundo a coordenadora-geral de Sistemas Agroalimentares Locais do MDS, Ísis Ferreira, a ação incentiva todo o sistema que envolve a agricultura familiar, porque articula a produção, abastecimento e o consumo dos alimentos. “As unidades garantem a qualidade dos alimentos e a organização da distribuição. Além disso, contribuem para dinamizar a economia local.” A implantação de unidade de apoio nos municípios, destaca, valoriza o pequeno produtor, gerando renda.
Ísis aponta que a população também é beneficiada. “O alimento que fica na unidade não vai para o supermercado, mas para beneficiários de programas socioassistenciais ou educacionais.” Esses produtos são importantes por serem adequados à cultura e características locais, estando mais frescos e saudáveis na distribuição aos equipamentos públicos.
A ação faz parte de edital lançado pelo MDS em 2012, que selecionou 73 municípios que se localizam em Territórios da Cidadania, público-alvo do Plano Brasil Sem Miséria. No total, serão investidos R$ 32,8 milhões na implantação das unidades. As regiões Norte e Nordeste correspondem a 52% da seleção. Até o momento, 30 municípios já assinaram os contratos. A previsão é que as unidades comecem a funcionar até o final de 2014.
“O veneno está na mesa” e o uso de agrotóxicos está na pauta
Em meio a manchetes de jornais que apontam que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) contrariou regras internas e permitiu a venda de agrotóxicos mais prejudiciais à saúde, o documentário "O veneno está na mesa", de Silvio Tendler, exibido na 7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, que ocorrem em São Paulo, vem mostrar a sua duradoura atualidade.
Fábio Nassif
São Paulo- Em meio a manchetes de jornais que apontam que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) contrariou regras internas e permitiu a venda de agrotóxicos mais prejudiciais à saúde, o documentário O veneno está na mesa, exibido na 7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul vem mostrar a sua duradoura atualidade.
O filme de 50 minutos segue linguagem direta, com opinião explícita sobre o assunto, como já é marca do diretor Silvio Tendler. É produto de uma campanha contra o uso de agrotóxicos no Brasil que conta com apoio direto do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), de uma série de entidades e movimentos sociais.
Os dados colocados de maneira pedagógica no documentário – como o de que os brasileiros consomem em média 5,2 litros de veneno por ano – impactam não só em decorrência da desinformação geral sobre a quantidade de agrotóxicos contida nos mais variados alimentos disponíveis nas prateleiras de supermercados, como também pela ausência de divulgação dos verdadeiros impactos desses produtos à saúde humana.
Justamente por ser parte de uma campanha, com posicionamento indiscutível contra o uso de agrotóxicos, o filme surpreende pela quantidade e qualidade das entrevistas conduzidas por Aline Sasahara.
São 70 no total, sendo elas majoritariamente de agricultores – de variados municípios do país -, o que também demonstra uma opção de ouvir aqueles que lidam diretamente com a terra, que entendem dos perigos dos agrotóxicos e também sofrem diretamente seus efeitos.
Sasahara conta que foi impactante ver durante a coleta de depoimentos que “as pessoas têm consciência de quanto estão se expondo, que estão multiplicando esses produtos e que estão envenenando outros consumidores”. Mas a angústia é não conseguir vencer esta lógica devido à pressão do agronegócio.
“Nós fomos pra região do fumo, por exemplo, onde a realidade é absolutamente devastadora, que merecia um outro filme” diz Sasahara, explicando que não é somente sobre os produtos comestíveis que este problema versa. Como a produção do fumo também é uma atividade tradicional, de cultivo que envolve o conjunto das famílias incluindo crianças, o tema gera inclusive discórdia entre seus membros sobre como enfrentar as empresas que impõem a compra de um pacote de produtos químicos para viabilizar a produção. “É uma situação de escravidão e as pessoas não conseguem sair”, conclui.
Intercalado com imagens de defensores do uso de agrotóxico, como a senadora Kátia Abreu (PSD), o documentário coloca em confronto aberto os distintos projetos de desenvolvimento da agricultura no país. De um lado os porta-vozes do agronegócio, de outro os movimentos sociais, pequenos agricultores, intelectuais progressistas e pesquisadores do assunto.
“Desde 2008, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos”, diz a abertura do filme. E já se sabe que eles causam câncer, má formação do feto, depressão, problemas hormonais, neurológicos, reprodutivos, no rim, doenças de pele, diarréia, vômitos, desmaio, dor de cabeça e contaminação do leite materno. É sob este estigma que toda uma geração cobaia, em nome do “sucesso da agricultura”, viverá caso as políticas entorno do agrotóxico não sejam revistas. E o filme contribui para que o país tenha melhor noção sobre a dimensão desses perigos, não só aos seres humanos diretamente, mas também ao meio ambiente.
Segunda edição da Festa da Acerola acontece no próximo domingo em Terra Alta
No próximo domingo, 21, acontece a segunda edição da Festa da Acerola. O evento apoiado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), é de realização da Associação dos Produtores de Terra Alta, no nordeste paraense. Duas mil pessoas estão sendo esperadas para o evento que vai apresentar guloseimas produzidas com o fruto como bolos, tortas, doces e uma grande variedade de biscoitos, além dos produtos tradicionais como sucos, polpas, licores.
Terra Alta é dos maiores produtores de acerola do Estado, com 17 mil pés do fruto plantados e uma produção média por planta de 70 quilos do fruto/ano, da variedade 54 de alto poder produtivo, com frutos de tamanho grande e de coloração vermelha intensa, propícia para o mercado consumidor, especialmente para a comercialização in natura. A produção do município abastece indústrias de sucos da região e o mercado das Centrais de Abastecimento do Pará (Ceasa). "Plantar acerola é rentável. O retorno financeiro chega a 40%", disse Marli Magno, presidente da associação de produtores do município.
A programação vai reunir atrações culturais e palestras técnicas voltadas para a cultura da acerola, como boas práticas agrícolas, com a abordagem sobre o uso de agrotóxicos e a importância da produção agroecológica. Dados da Emater revelam que a adoção do bom manejo da cultura, aliados a adubação orgânica melhora a condição fitotécnica da planta e conseqüentemente a produtividade.
Um trabalho desenvolvido pela Emater no município capacita os produtores para a produção das próprias mudas, além do incentivo para a produção do fruto em larga escala a fim de agregar valor. "Também estamos capacitando os agricultores para a produção da muda enxertada que melhora o padrão da planta", adiantou Ricardo Dohara, engenheiro agrônomo da Emater.
O site G1 - da Globo - também divulgou a 2ª Festa da Acerola de Terra Alta.
18/07/2012 15h53 - Atualizado em 22/07/2012 09h02
Festa da Acerola movimenta economia de Terra Alta, PA
Segunda edição do evento terá atrações culturais e palestras.
Expectativa é receber 2 mil visitantes.
Do G1 PA
A segunda edição da Festa da Acerola será realizada no próximo domingo (22), em Terra Alta, nordeste do Pará. A expectativa do evento, organizado pela Associação dos Produtores de Terra Alta, é receber cerca de duas mil pessoas.
Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), o município de Terra Alta é um dos maiores produtores de acerola do estado. São 17 mil pés de acerola plantados, o que resulta numa produção média de 70 quilos do fruto por ano.
Festa da Acerola acontece em Terra Alta, nordeste do Pará (Foto: Divulgação/Agência Pará)
De acordo com a Emater, a produção de acerola do município abastece a indústria de sucos da região e o mercado das várias Centrais de Abastecimento do Pará (Ceasa). Segundo a presidente da Associação de Produtores de Terra Alta, Marli Magno, o plantio da acerola é muito rentável. “O retorno financeiro chega a 40%”, afirma.
A Festa da Acerola vai apresentar ao público várias comidas produzidas a partir do fruto, como bolos, tortas, doces, biscoitos, e também, produtos mais tradicionais como sucos, polpas e licores.
A programação da Festa vai reunir atrações culturais e palestras que vão abordar questões como boas práticas agrícolas, uso de agrotóxicos e a importância da produção agroecológica.
A programação, que tem como produto principal a acerola, será realizada neste final de semana
Da Redação Agência Pará de Notícias Atualizado em 18/07/2012 às 14:18
No próximo domingo, 21, acontece a segunda edição da Festa da Acerola. O evento, apoiado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), é realizado pela Associação dos Produtores de Terra Alta, no nordeste paraense. Duas mil pessoas estão sendo esperadas para o evento que vai apresentar guloseimas produzidas com o fruto, como bolos, tortas, doces e uma grande variedade de biscoitos, além dos produtos tradicionais como sucos, polpas, licores.
Terra Alta é um dos maiores produtores de acerola do Estado, com 17 mil pés do fruto plantados e uma produção média por planta de 70 quilos do fruto/ano, da variedade 54, que tem alto poder produtivo, com frutos de tamanho grande e de coloração vermelha intensa, propícia para o mercado consumidor, especialmente para a comercialização in natura. A produção do município abastece indústrias de sucos da região e o mercado das Centrais de Abastecimento do Pará (Ceasa). “Plantar acerola é rentável. O retorno financeiro chega a 40%”, disse Marli Magno, presidente da associação de produtores do município.
A programação vai reunir atrações culturais e palestras técnicas voltadas para a cultura da acerola, como boas práticas agrícolas, com a abordagem sobre o uso de agrotóxicos e a importância da produção agroecológica. Dados da Emater revelam que a adoção do bom manejo da cultura, aliado à adubação orgânica, melhora a condição fitotécnica da planta e consequentemente a produtividade.
Um trabalho desenvolvido pela Emater no município capacita os produtores para a produção das próprias mudas, além do incentivo para a produção do fruto em larga escala, a fim de agregar valor. “Também estamos capacitando os agricultores para a produção da muda enxertada, que melhora o padrão da planta”, adiantou Ricardo Dohara, engenheiro agrônomo da Emater.
Ferramenta avalia acessibilidade, disponibilidade, qualidade e segurança alimentar em 105 países
por Luciana Franco
Na 31ª colocação do índice, o Brasil tem, dentre os pontos fortes, o compromisso com padrões nutricionais e adoção de programas para segurança alimentar
O Economista Intelligence Unit (EIU) e a DuPont divulgaram nesta terça-feira (10/7) o Global Food Security Index, uma ferramenta inédita que traça o perfil da produção alimentarem 105 países. O índice foi construído a pedido da DuPont com a finalidade de traçar um panorama global sobre a questão alimentar. A ferramenta servirá de referência mundial para medir o impacto dos investimentos na produção de alimentos em cada região pesquisada.
No ranking dos 105 países, o Brasil aparece em 31 colocação, se posicionando acima da média global em todas as categorias avaliadas pelo estudo. São elas: acessibilidade, disponibilidade, qualidade e segurança alimentar. Os pontos fortes do País apontados no estudo são o compromisso com padrões nutricionais e adoção de programas para segurança alimentar, a baixa volatilidade da produção agrícola, a pequena proporção da população que está abaixo da linha da pobreza, as tarifas de importação agrícola, o consumo de alimentos, o fornecimento de alimentos e o acesso a financiamento.
“Acho que poderíamos estar numa posição mais alta, mas acredito que a troca de informação entre os membros do grupo de 105 países servirá para a troca de informações e ajudará os paises a se mexerem neste ranking”, avalia Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas.
De acordo com Robert Wood, representante do Economist Intelligence Unit, o índice de preços da ferramenta será atualizado a cada três meses. Já o ranking pode ser modificado a cada dois anos. “Acreditamos que essa será uma importante ferramenta de consulta sobre a situação da produção mundial de alimentos”, diz Wood.
Os Estados Unidos, a Dinamarca, a Noruega e a França são os países de maior segurança alimentar da mundo. A combinação de alimentos amplos, alta renda, poucos gastos com comida em relação a outros gastos e investimentos significativos em pesquisa agrícola e desenvolvimento (P & D) colocou esses países no topo do índice de 105 nações. A oferta de alimentos nos países avançados se situa em média em 1.200 calorias a mais por pessoa, por dia, do que em economias de baixa renda. Entre os países ricos, há comida suficiente para cada pessoa a comer 1.100 calorias acima do oferecido pelo mercado. Já nos países de baixa renda, o abastecimento de alimentos nacionais cai, em média, para um excendente de 100 calorias.
“Para combater as causas da fome, precisamos traçar um caminho comum, que nos ajude a tratar de questões-chave como acessibilidade, disponibilidade, qualidade nutricional e segurança alimentar”, diz Ricardo Vellutini, presidente da DuPont do Brasil. O índice foi apresentado simultaneamente no Brasil, na Bélgica, na África do Sul e nos Estados Unidos e pode ser acessado no site www.foodsecurityindex.eiu.com