quinta-feira, 17 de maio de 2012

Certificação


Brasil tem mais de 4,5 mil produtos com selo da Agricultura Familiar


País já atingiu a marca de 500 permissões para o uso do Sipaf
por Globo Rural On-line
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O Sipaf já está em mais de 4,5 mil produtos de origem da agricultura familiar
Brasil atingiu a marca de 500 permissões para o uso doSelo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar (Sipaf). Com isso, mais de 4,5 mil produtos disponíveis no mercado com o selo. 

O Sipaf foi concedido a 136 associações e cooperativas deagricultores familiares e outras 30 empresas representantes de 77 mil produtores de todo o país, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)

Rio Grando do Sul, Paraná, São Paulo e Minas Gerais são, respectivamente, os estados com o maior número de agricultores que utilizam o selo. A utilização do Sipaf é voluntária. 

O selo foi criado com o objetivo de dar visibilidade às empresas e aos empreendimentos que promovem ainclusão econômica e social dos agricultores, gerando renda e emprego no campo

A importância do seguro


Seguro da Agricultura Familiar foi pago a mais de 28 mil produtores neste ano


Foram pagos R$ 192 milhões em todo o país
por Agência Brasil
 Shutterstock
Agricultores familiares receberam o benefício por perdas de lavouras causadas pela seca ou excesso de chuva
Mais de 28 mil agricultores receberam o Seguro da Agricultura Familiar (Seaf), por perdas de lavouras em consequência de seca, de excesso de chuva e de outras situações climáticas este ano. Foram pagos R$ 192 milhões, maior parte no Rio Grande do Sul, Paraná e em Santa Catarina, os estados mais afetados pela seca. Os estados de Goiás, Alagoas, Mato Grosso do Sul, do Espírito Santo e Rio de Janeiro também registraram perdas agrícolas. 

Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) prevê que deverá chegar este ano a 100 mil o número de comunicações de perdas de safras, que representarão o pagamento de mais de R$ 650 milhões em cobertura. O seguro é opcional para o caso de operações de investimento. O Seaf cobre até 100% do valor de operações de custeio e entre 30% a 65% da Receita Líquida Esperada do Empreendimento, limitada a R$ 3,5 mil para culturas desenvolvidas dentro do zoneamento agrícola do Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf)

O secretário da Agricultura Familiar, Laudemir Muller, chama a atenção para a importância dos pequenos agricultores, que respondem por maior parte da produção de alimentos no país, fazerem, o seguro para suas lavouras. "Eles ficarão menos expostos a riscos e terão garantia de fortalecimento dos seus negócios". 

A constatação de perdas é feita nas propriedades de forma individualizada, mediante vistoria para apuração do montante e das causas dos danos. Os agricultores devem fazer a correta manipulação de insumos e da manutenção da sua lavoura, para contar com a cobertura do seguro e guardar comprovantes de compra de insumos, que deverão ser apresentados para receber o prêmio.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Dívida

Agricultores familiares poderão renegociar dívidas

Produtores prejudicados por estiagem e chuvas terão prazo de pagamento prorrogado por um ano
por Agência Brasil
Eduardo Aigner/MDA
O Diário Oficial da União publica nesta segunda-feira (16/4) resoluções do Banco Central (BC) que prorrogaram por um ano o prazo de renegociação dos vencimentos das dívidas do crédito rural para os produtores rurais amparados peloPrograma Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf)

As resoluções prorrogam para 2 de janeiro de 2013 o prazo de pagamento das parcelas vencidas e a vencer entre 1º de fevereiro de 2012 e 1º de janeiro de 2013, das operações de crédito rural em situação de adimplência em 31 de janeiro de 2012, desde que não amparadas pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) ou por outra modalidade de seguro agropecuário.

Forno de cupim

Juca e seu forno de cupim


Em Minas Gerais, dono de sítio inventa moda e faz de cupinzeiro um lugar para assar biscoitos, bolos e broas
por Texto e fotos Silvestre Silva
Silvestre Silva
Juca e a invenção: forno de cupinzeiro
Lá no pé da Serra da Moeda, em Minas Gerais, o corretor de seguros José Fonseca, mais conhecido como Juca, fez do seu sítio o seu paraíso na terra. Mora em Belo Horizonte, mas nos fins de semana marca presença no seu refúgio preferido. Arruma uma coisa aqui, outra ali, e os afazeres são tantos, que nem sobra tempo para frequentar a piscina. As visitas aproveitam por ele. 

Caprichoso, Juca colocou um carro de boi enfeitando a varandona da casa, em companhia de um sino, cabaças,balaiospanelas de ferro e uma rodilha de arame de diversos tipos, para diversas necessidades. Vez ou outra um passarinho, atraído pelo sossego e aconchego do local, faz ninho nesses objetos. 

Na entrada da varanda tem um cachorro de ferro pesadíssimo, desses compridos, tipo salsicha. Nos tempos de chuvarada, quem chega na casa vai direto limpar os pés de barro nas costas do bicho.
Silvestre Silva
O espaço onde fica o "forno" improvisado de Juca
Entre a piscina, dois pés de jabuticaba e um enorme pé de jatobá, a cupinzada resolveu fazer sua morada. O cupinzão, como é chamado o lar dos cupins por essas bandas, ficou por ali um tempão. Um dia, o Juca resolveu fazer uso do presente dado pelos bichinhos. 

Ele lembrou que antigamente o cupinzão era transportado, cuidadosamente e inteirinho, por um de carro de boi, do pasto, onde se encontrava, para o terreiro das casas. E bastava um jeitinho para ser transformado num forno de barro. 

Envolvido por essa lembrança Juca pensou alto: 
- Uai, ele já está no lugar certo. Os cupins trabalharam de graça e agora vou fazer a minha parte. Construo uma coberta, coloco em baixo uma mesa e bancos, preparo a parte interna, coloco a portinha de metal e pronto: o forno no cupinzãopode assar biscoitosbolosbroas e pão e eventualmente até um leitão. Vou ter um espaço próprio para jogar truco e prosear com os amigos, enquanto “os trem” são assados! 

Assim foi feito. 

Os cupins continuam a trabalhar, enfeitando o forno do Juca na sombra. E de vez em quando, ainda pegam um calorzinho por lá.

Mandiocão

Mandioca de 50 quilos é colhida no Paraná


Pequeno agricultor se surpreende com tamanho da raiz
por Michelle Ferreira
Editora Globo
A cidade de Perobal no Paraná se surpreendeu com a colheita de uma mandioca de 50 quilos. Há quatro anos, Aparecido Castanho plantou mandiocas em sua horta, que usa para consumo próprio e para distribuir alimentos à vizinhança. Mas, quando ele foi colher as raízes, se surpreendeu com uma que pesava 50 quilos. 

“Isso nunca havia acontecido aqui, foi uma surpresa pra todos”, afirma Castanho. 

O dono da raiz divulgou o feito e levou a mandioca para a represa da cidade para alimentar os peixes.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Novidade II

Técnica de irrigação subterrânea israelense será implantada em lavoura no Rio Grande do Sul

Método gasta menos água e energia e amplia a produtividade na irrigação

  • Roberto Witter
  • roberto.witter@zerohora.com.br





Foto: Roberto Witter / Agência RBS
A novidade começa a ser utilizada em solo gaúcho
Gastar 40% menos de água e 30% menos energia, além de ampliar a produtividade na irrigação de lavouras é a promessa de um sistema de irrigação desenvolvido em Israel.

A novidade começou a ser utilizada no Rio Grande do Sul. Em Palmeira das Missões, no noroeste do Estado, o agricultor Flávio Fialho Velho inaugura no plantio desta safra de feijão o uso do equipamento subterrâneo. Ao contrário do popular sistema de pivôs, que irriga a lavoura por cima, o modelo israelense é estruturado por baixo da terra.

Para colocar em prática o projeto, Flávio separou 80 hectares dos 1,2 mil da propriedade. Deixou o espaço ocioso por alguns meses, mas garantiu o cultivo da próxima safra com irrigação em todos os ciclos:

— De 1993 até 2005, a minha preocupação era aumentar a área. Recentemente, mudei o modo de pensar e passei a investir em tecnologia, para ampliar a produtividade. Como está provado que a cada 10 anos enfrentaremos estiagem em sete, a irrigação se torna mais necessária.

O método consiste em uma rede de mangueiras enterrada no solo. A cada 50 centímetros, gotejadores liberam a água já com doses de adubo. A durabilidade da rede é de 15 anos.

— É economia de recursos hídricos e de adubo. A irrigação é diretamente na raiz da planta, aumentando a absorção — explica Rodrigo Schmitt, um dos proprietários da Analys Agricultura de Precisão, importadora da tecnologia desenvolvida pela Netafim para uma região de Israel onde a chuva anual dificilmente passa dos 300 milímetros.

— Nos próximos cinco anos vamos ampliar este tipo de irrigação para outros 460 hectares. É mais caro, mas consigo instalar em todo o terreno, deixando também espaço livre para as máquinas — acrescenta Flávio.

Engenhosidade israelense
O Deserto de Negev, em Israel, foi o berço de dezenas de empresas como a Netafim, muitas das quais nascidas em kibutz — espécie de comuna agrícola. Para cultivar alimentos em uma das regiões mais áridas do mundo, os israelenses desenvolveram tecnologia própria, que virou produto de exportação.

Nas ruas das maiores cidades, como Tel Aviv, onde fica a sede da empresa, a vegetação é irrigada por sistema subterrâneo.
ZERO HORA

Novidade I

Mistura de óleos comestíveis é novo pesticida natural


O produto, desenvolvido por um cientista de Israel, leva na composição óleos de canola, soja, algodão e oliva

por Globo Rural On-line
Israel21/Divulgação
O pesticida composto por óleos comestíveis pode ser alternativa sustentável e de menor custo
Um pesquisador israelense desenvolveu um pesticidasimples, barato e seguro à base de uma mistura de óleos comestíveis. O produto foi criada pelo cientista agrícolaSamuel Gan-Mor, do Volcani Institute, e é uma composição de óleos de canolasojaalgodão e oliva. O cientista descobriu que ingredientes desconhecidos que são ativos nestes óleos podem bloquear a capacidade de respiração dos insetos, impedindo sua mobilidade. 

O produto está sendo comercializado em Israel e pretende ser uma alternativa sustentável e segura, mesmo quando usado minutos antes da colheita – pesticidas químicostradicionais exigem um período de “esfriamento” entre a aplicação e a colheita. 

Tomates cultivados convencionalmente, por exemplo, retêm pelo menos 35 resíduos de pesticidas. Alguns pesticidas químicos provocam disrupção hormonal, têm agentes causadores de câncer ou nerotoxinas que podem ter efeitos nocivos no cérebro e no desenvolvimento de bebês.