terça-feira, 16 de agosto de 2011

Mudanças na CONAB


Wagner Rossi anuncia mudanças na Conab

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, anunciou nesta quarta-feira, 10 de agosto, durante audiência pública na Comissão de Agricultura do Senado, que a presidenta Dilma Rousseff determinou mudanças na estrutura organizacional da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A Procuradoria Jurídica vai mudar de comando.
Rossi adiantou que já pediu ao advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, o nome de um procurador de carreira da AGU para ocupar a chefia do setor jurídico da Conab. Segundo o ministro, a empresa tem mais de 9 mil ações em contencioso na Justiça.
Há deficiência na área jurídica da empresa e a presidenta (Dilma Rousseff) quer uma solução para pôr ordem na Procuradoria Jurídica da Conab, disse Wagner Rossi. Ela tem todo o interesse que as imperfeições sejam corrigidas e nos deu força total.
A presidenta Dilma me disse que, em função do que eu havia relatado, que tomasse medidas fortes, sem qualquer limitação política, focando na experiência profissional, comentou. O nome deve ser anunciado nesta quinta-feira, 11 de agosto.
O ministro disse que a Conab precisa ter uma atuação mais efetiva na área jurídica. Este é agora um dos principais objetivos da mudança. Rossi lamentou que parte da defesa do órgão tenha sido terceirizada por escritórios de advocacia.
Caso SPAM
O ministro lembrou que em um dos casos de briga judicial, apontados pela revista Veja, a atuação da Conab foi em defesa dos cofres públicos. Ele comentou que uma das supostas fontes da reportagem da revista, o advogado Antônio Carlos Simões, manteve contatos estreitos com Raimundo Nonato Oliveira Santos, procurador da Conab, afastado e processado pela empresa em 2009, por conta de atuação suspeita. Oliveira Santos atuou como advogado da Conab e em favor de uma empresa privada. Mas, teria, posteriormente, brigado na Justiça contra o advogado da empresa, em função da disputa por honorários.
O caso remonta a uma cobrança judicial contra a Conab movida pela empresa Sociedade Produtora de Alimentos Manhuaçu (SPAM), em 2001, na 5ª Vara da Justiça Federal, no processo nº 2001.009.228-9. Um dos advogados que atuou no caso pela SPAM foi Antônio Carlos Simões.
O caso começou em 1987, quando a então Cobal empresa antecessora da Conab comprou 50 mil toneladas de leite em pó, de origem americana, da SPAM, a partir de concorrência pública. De acordo com o ministro, a briga judicial gira em torno da exclusão do antigo ICM do preço da mercadoria. A antiga Cobal reteve o imposto destacado no valor da época, de 357,3 milhões de cruzados.
A ação da SPAM foi julgada procedente e, em 2009, encontrava-se em fase de execução em valores superiores a R$ 99 milhões. Ainda em 2009, Wagner Rossi, então presidente da Conab, foi alertado pelo jurídico de atos suspeitos cometidos pelo procurador Raimundo Nonato de Oliveira Santos. Lotado na Procuradoria da Conab, ele teria soltado parecer em 4 de abril de 1997 pelo arquivamento do processo administrativo movido pela SPAM.
Foram detectados indícios, amparados em provas documentais e admissões confessionais, de que Oliveira Santos praticou advocacia administrativa, disse o ministro. Ele atuou em favor da SPAM contra a própria Conab. Isso foi detectado em julho de 2009. Raimundo Nonato Oliveira Santos e Antônio Carlos Simões teriam divergido e brigado na Justiça pelos honorários, indevidos no caso do procurador da Conab.
Ainda naquele mesmo mês, a Conab alertou o então advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, e o procurador da Fazenda Nacional, Luís Inácio Adams, sobre a instauração de procedimento administrativo interno para apurar a atuação de Oliveira Santos, comentou o ministro.
Segundo Wagner Rossi, quando ainda estava à frente da Conab, em novembro de 2009, ele determinou à procuradoria jurídica do órgão que entrasse com ação na 5ª Vara da Justiça Federal, pedindo a nulidade, suspensão e paralisação da cobrança, tendo em vista os vícios no processo. O caso ainda corre na Justiça Federal.
Denúncias
Durante três horas, Wagner Rossi prestou esclarecimentos aos integrantes da Comissão de Agricultura do Senado sobre denúncias veiculadas pela revista Veja nas últimas duas semanas. Ele negou irregularidades e rechaçou as insinuações de que teria relação estreita com Júlio Fróes, apontado como lobista pela revista e que distribuiria propinas a funcionários do Ministério da Agricultura.
Pedi investigações à Controladoria Geral da União e determinei a abertura de sindicância no âmbito do ministério, a ser presidida pelo corregedor-adjunto da AGU, doutor Hélio Saraiva Franca. Isso permitirá total isenção nas investigações, comentou. Todos os servidores serão ouvidos, garantido o direito de ampla defesa e contraditório.
O ministro fez os esclarecimentos sobre questões jurídicas relativas à Conab e procedimentos administrativos na contratação da Fundação São Paulo (PUC-SP) e da Gráfica Brasil pelo Ministério da Agricultura. Os três casos foram colocados sob suspeita pela revista Veja. O ministro levou documentos, cópias de contratos e de processos para sustentar suas afirmações.
Caso Fundação São Paulo
Sobre o contrato com a Fundação São Paulo, mantenedora da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), o ministro apontou que o contrato foi celebrado em 17 de setembro de 2010. A fundação presta serviços de execução do Plano Anual de Educação Continuada do ministério e para consultoria na elaboração e implantação de sistema de avaliação.
O valor do contrato é de R$ 9,1 milhões e, de outubro de 2010 até julho deste ano, o ministério pagou R$ 5.202.338,00. Não houve aditivos ao contrato, disse. O contrato foi auditado pela Controladoria Geral da União (CGU).
De acordo com Wagner Rossi, ao contrário do que apontaram reportagens e editoriais da imprensa, o contrato foi assinado pela chefe de Coordenação Geral de Logística e Serviços Gerais do Ministério da Agricultura, Karla Carvalho. Pela Fundação São Paulo, assinaram os padres João Júlio Farias Júnior e José Rodolpho Perazzolo, além do reitor da PUC-SP, Dirceu de Mello.
A falta de informação levou a imprensa a apontar Júlio Fróes, que teria prestado serviços de consultoria para a PUC, como tendo celebrado o contrato. O ministro esclareceu que Fróes não assinou pela PUC e disse desconhecer a notícia de que ele teria sala na sede do ministério. A investigação vai apontar o que é verdade ou não, disse Rossi.
Dispensa de licitação
O ministro relatou que o contrato foi assinado pela chefe de coordenação geral de Logítistica e Serviços Gerais, porque ela é quem tem responsabilidade pela assinatura de contratos de prestação de serviços, compras e obras, por força do artigo 1º, inciso I, da Portaria Ministerial 114, de 20 de novembro de 2007.
O contrato não poderia ser assinado por funcionários da área de licitações, como o ex-presidente da Comissão de Licitação Israel Leonardo Batista, informou Rossi. O servidor não tinha legitimidade para assinar contratos, por conta de normas regimentais.
Funcionário da Conab, Israel Leonardo Batista seria uma das fontes da revista Veja, e, de acordo com o ministro Wagner Rossi, deixou a presidência da Comissão de Licitação depois de responder a um Procedimento Administrativo Disciplinar.
O ministro da Agricultura lembrou que o processo de escolha da PUC para a prestação dos cursos de capacitação foi feito com dispensa de licitação, baseado no parecer 367/2010 da Consultoria Jurídica do Ministério da Agricultura.
A hipótese de dispensa é considerada cabível para a contratação de entidade cujas atividades fundamentais são relacionadas com pesquisa, ensino e desenvolvimento institucional, destacou. O dispositivo legal que permite a dispensa de licitação é o artigo 24, inciso XIII, da Lei 8.666/93, a chamada Lei de Licitações.
O ministro informou que a contratação teve como objetivo garantir a execução do Plano de Educação Continuada, elaborado ainda em 2009, para capacitar profissionalmente 12 mil servidores do Ministério da Agricultura em todo o país. Rossi assumiu o cargo, a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em abril do ano passado.
Recursos humanos
Essa necessidade de contratação foi levantada, em novembro de 2009, pelo Comitê Gestor de Educação Continuada, presidido pelo então secretário-executivo do Ministério da Agricultura, José Gerardo Fontelles, disse. O objetivo foi atender às solicitações da área de recursos humanos, com base no Decreto 5.707/2006, que instituiu a política e as diretrizes para o desenvolvimento de pessoas da Administração Pública.
Foram realizadas oficinas de trabalho nas unidades administrativas do ministério, incluindo a sede, em Brasília, a Ceplac e o Inmet, para levantar as necessidades de cada área, relatou o ministro. Em 4 de julho de 2010, o Comitê Gestor aprovou o plano para atender às necessidades de capacitação profissional dos servidores.
No processo de escolha, três instituições apresentaram propostas técnicas: Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fundação São Paulo (PUC-SP) e Sistema de Educação Continuada (Seducon). Todas são instituições filantrópicas. Optou-se pela proposta da Fundação São Paulo, reconhecida pela sua reputação em gestão educacional.
O ministro informou que, desde que os cursos passaram a ser ministrados, a partir de outubro de 2010 e até julho deste ano, 1.047 servidores foram beneficiados. O plano prevê que, até 2012, todos os 12 mil servidores sejam atendidos, comentou.
Os cursos oferecidos vão desde aqueles de curta duração como de idiomas , aos de média duração de competência gerencial (execução orçamentária e financeira, gestão de pessoas) , e aos de longa duração MBAs em agronegócio, planejamento e orçamento, e gestão pública. Os cursos são realizados em todo o território nacional.
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Mel


Mel: setor produtivo tem workshop sobre exigências da União Europeia

As exigências da União Europeia para habilitação de unidades exportadoras de mel serão temas de workshops, ministrados por técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), aos apicultores e representantes de federações e associações. A medida foi decidida na 12ª reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Mel, nessa segunda-feira (9), em Brasília.
Os workshops devem começar em abril e serão realizados por estado. O calendário será elaborado pela Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel) e CBA. “O objetivo é unificar a linguagem em todas as regiões, para assim, adequar estruturas habilitadas a exportar com qualidade, cumprindo as normas do Mapa e da comunidade europeia”, disse o presidente da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA), José Gomercindo Corrêa da Cunha.
A câmara aprovou a criação de um grupo de trabalho para apresentar propostas de custeio, investimento e comercialização do mel para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2009/2010, a ser anunciado no início de julho.
Outra medida analisada pela Câmara foram as propostas para a formulação de políticas setoriais para o mel e subprodutos, como a modernização da produção, ações de marketing e a promoção do desenvolvimento sustentável no setor. O resultado será apresentado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), no dia 25 de março.
Setor produtivo do mel – O Brasil possui mais de mil casas de mel (unidades de extração), com 350 mil apicultores. São 450 mil empregos no campo e 16 mil na indústria. Em 2008, o setor apícola dobrou as exportações, aumentando 42%, em relação a 2007.
Do site: www.noticiasrurais.com.br  

Pesquisa da Embrapa


Embrapa vai desenvolver alimentos ricos em nutrientes para escolas públicas

Escolas públlicas dos estados de Minas Gerais Sergipe e Maranhão com quadros de deficiência nutricional da população serão beneficiadas com ações definidas por pesquisadores das unidades da Embrapa de Tabuleiros Costeiros, em Aracaju/SE, Agroindústria de Alimentos, no Rio de Janeiro/RJ, e Milho e Sorgo, em Sete Lagoas/MG.
Nos próximos quatro anos, os pesquisadores vão avaliar o potencial de alimentos biofortificados, como arroz, mandioca, feijão-caupi e batata-doce, na merenda escolar e os efeitos para reverter a deficiência de ferro, zinco e pró-vitamina A entre os alunos.
“Vamos discutir a metodologia de trabalho para as escolas no Vale do Jequitinhonha (MG), em São Luís/MA e em Pacatuba/SE e os desdobramentos dessas ações vão definir o trabalho em outras regiões”, afirmou o pesquisador Fernando Curado, da Embrapa Tabuleiros Costeiros.
A biofortificação de alimentos é um projeto da Embrapa que envolve parceiros no Brasil e no exterior. As pesquisas brasileiras chegaram a variedades de mandioca e batata-doce com maiores teores de betacaroteno e feijão mais rico em ferro e zinco. A falta desses micronutrientes no organismo causa anemia, baixa resistência a doenças e dificuldade na aprendizagem. (Lis Weingärtner, com informações da Embrapa)
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Denúncias no Ministério da Agricultura


Secretário-executivo da Agricultura pede demissão

Reportagem da revista Veja apontou Milton Ortolan como amigo de um lobista que atua dentro da pasta. Ministro Wagner Rossi, em nota, nega lobby no ministério
POR MARIO COELHO
06/08/2011 17:03
O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Milton Ortolan, pediu demissão neste sábado (6) após denúncia de estar envolvido com um lobista. Ele era o segundo na hierarquia da pasta, logo depois do ministro Wagner Rossi. Reportagem da revista Veja desta semana revela a atuação de Júlio Fróes dentro do Ministério liberando verbas e pagando propina a servidores da comissão de licitação.



Rossi vai pedir investigação da CGU sobre as denúncias veiculadas na semanal. Foto: Antonio Cruz/ABr


Na reportagem, a revista informou que o lobista participou de uma reunião com Ortolan no ano passado para redigir um documento que justificava a contratação dos serviços da Fundação São Paulo (Fundasp), mantenedora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). De acordo com a publicação, dois dias depois foi autorizada a contratação da entidade por R$ 9 milhões, sem processo licitatório.
Em nota divulgada na tarde de hoje, o agora ex-secretário afirmou que conheceu Fróes como um “representante da PUC-SP”. Disse também que desconhece reunião realizada na assessoria parlamentar da pasta para distribuição de propina. De acordo com a matéria, o lobista teria entregue uma pasta com dinheiro para cada funcionário que ajudou na confecção do documento que resultou na contratação da PUC-SP.
“Não participei e nem compactuo com ilegalidades. Tenho 40 anos de serviço público. Jamais fui acusado de conduta irregular. Sinto-me injustiçado e ofendido pelas suspeitas levantadas na reportagem. (…) Solicito que sejam feitas investigações em todos os níveis considerados necessários. Coloco-me à disposição das autoridades competentes para prestar quaisquer esclarecimentos”, afirmou Ortolan em nota.
Mais cedo, também em nota, o ministro Wagner Rossi negou conhecer o lobista e disse nunca ter participado de uma reunião com ele. O titular da pasta adiantou que vai encaminhar pedido de investigação sobre a contratação da Fundação São Paulo (PUC-SP) e da Gráfica Brasil pelo Ministério da Agricultura. O mesmo, segundo Rossi, será feito com relação ao processo judicial da empresa Spam com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Rossi adiantou que os funcionários citados na matéria passarão por processo disciplinar. “Reafirmo que, sob minha gestão, o Ministério da Agricultura e a Conab sempre atentaram às boas práticas administrativas e de controle interno. Nos três casos citados pela reportagem, não houve de minha parte ilegalidade. Não fui, não sou e não serei conivente com qualquer tipo de desvio”, disse o ministro.
Na semana passada, Oscar Jucá Neto, irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou em entrevista à Veja que o Ministério da Agricultura está atrasando um pagamento determinado por decisão judicial à Caramuru Alimentos, um dos maiores armazéns do país, para barganhar uma comissão de R$ 5 milhões, que seria incluída no valor da dívida de maneira fraudulenta. Jucá Neto acusou ainda a Conab de vender um terreno em Brasília por preço abaixo do mercado para um amigo do senador Gim Argello (PTB-DF).
Leia a íntegra das notas:
“Nota à imprensa
Sobre matéria publicada na revista Veja, em 6 de agosto
Repudio as informações publicadas de que sou conivente com irregularidades e desvios de recursos no Ministério da Agricultura, conforme aponta reportagem.
Em relação ao senhor Júlio Fróes, informo que o conheci por ocasião do início do processo de contratação da Fundação São Paulo (PUC-SP). Chegou a mim como sendo um representante da PUC-SP.
Desconheço a mencionada reunião realizada na Assessoria Parlamentar do Ministério da Agricultura para distribuição de “propina”.
Não participei e nem compactuo com ilegalidades. Tenho 40 anos de serviço público. Jamais fui acusado de conduta irregular.
Sinto-me injustiçado e ofendido pelas suspeitas levantadas na reportagem.
Informo que apresentei ao ministro, nesta data, meu pedido de demissão, em caráter irrevogável, do cargo de secretário-executivo do Ministério da Agricultura.
Solicito que sejam feitas investigações em todos os níveis considerados necessários. Coloco-me à disposição das autoridades competentes para prestar quaisquer esclarecimentos.
Tenho a consciência tranquila e provarei minha inocência.
Brasília, 6 de agosto de 2011
Milton Ortolan”
Nota do ministro da Agricultura, Wagner Rossi:
“Nota à imprensa
Sobre reportagem da revista Veja publicada em 6 de agosto de 2011
A respeito da reportagem “O homem da mala”, publicada pela revista Veja neste final de semana:
1. Repudio as informações constantes da reportagem que tratam de Júlio Fróes, apresentado pela revista como meu amigo, segundo palavras atribuídas a ele. Nunca participei de reunião com este senhor. Não desfruta de minha amizade e nem de minha confiança. Reafirmo: não é meu amigo.
2. Informo que encaminho, imediatamente, à Controladoria Geral da União, pedido de investigação sobre os procedimentos relativos à contratação da Fundação São Paulo (PUC-SP) e da Gráfica Brasil pelo Ministério da Agricultura, citadas na reportagem como alvos de irregularidades.
3. O mesmo procedimento se dará em relação ao processo judicial da empresa Spam com a Companhia Nacional de Abastecimento.
4. Quanto aos funcionários citados, serão ouvidos em procedimento disciplinar para verificar a conduta administrativa, garantido o amplo direito de defesa e o contraditório.
5. Reafirmo que, sob minha gestão, o Ministério da Agricultura e a Conab sempre atentaram às boas práticas administrativas e de controle interno. Nos três casos citados pela reportagem, não houve de minha parte ilegalidade. Não fui, não sou e não serei conivente com qualquer tipo de desvio.
Brasília, 6 de agosto de 2011
Wagner Rossi
Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento”
Nota do Ministério da Agricultura:
“Sobre a contratação da Fundação São Paulo, mantenedora da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento esclarece:
1. O contrato foi celebrado em 17 de setembro de 2010 para prestação de serviços de execução do Plano Anual de Educação Continuada e para consultoria na elaboração e implantação de sistema de avaliação.
2. O valor do contrato é de R$ 9,1 milhões. De outubro de 2010 até julho deste ano, o Ministério da Agricultura pagou R$ 5.202.338,00. Não houve aditivos ao contrato, que foi feito com dispensa de licitação, baseada no parecer 367/2010 da Consultoria Jurídica do Ministério da Agricultura.
3. A hipótese de dispensa é considerada cabível para a contratação de entidade cujas atividades fundamentais são relacionadas com pesquisa, ensino e desenvolvimento institucional. O dispositivo legal que permite a dispensa de licitação é o artigo 24, inciso XIII, da Lei 8.666/93.
4. A contratação teve como objetivo garantir a execução do Plano de Educação Continuada, elaborado ainda em 2009, para atender a necessidade de capacitar profissionalmente 12 mil servidores do Ministério da Agricultura em todo o país.
5. No processo de escolha, três instituições apresentaram propostas técnicas: Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fundação São Paulo (PUC-SP) e Sistema de Educação Continuada (Seducon). Todas são instituições filantrópicas. Optou-se pela proposta da Fundação São Paulo, reconhecida pela sua reputação em gestão educacional.
6. Desde que os cursos passaram a ser ministrados, a partir de outubro de 2010 e até julho deste ano, 6.560 servidores do ministério foram beneficiados. O plano prevê que, até 2012, todos os 12 mil servidores sejam atendidos.
7. Os cursos oferecidos vão desde aqueles de curta duração – como de idiomas –, os de média duração – de competência gerencial (execução orçamentária e financeira, gestão de pessoas) –, e os de longa duração – MBAs em agronegócio, planejamento e orçamento, e gestão pública. Os cursos são realizados em todo o território nacional.
8. O contrato celebrado com a Fundação São Paulo foi auditado pela Controladoria Geral da União (CGU).
Brasília, 6 de agosto de 2011“
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